Um a cada quatro brasileiros é ou já foi espionado pelo celular

No Brasil existe uma lei que prevê crime para a prática de perseguição

Publicado sexta-feira, 20 de maio de 2022 às 17:03 h | Atualizado em 20/05/2022, 17:03 | Autor: Da Redação
Dos brasileiros, 25% afirmaram que são ou já foram vítimas da prática
Dos brasileiros, 25% afirmaram que são ou já foram vítimas da prática -

Um a cada quatro brasileiros sofre ou já sofreu espionagem através do smartphone. Os dados são da pesquisa "Stalking online em relacionamentos", da empresa de cibersegurança Kaspersky.

No Brasil, inclusive, existe uma lei que prevê como crime a prática de perseguição e estipula reclusão de seis meses a dois anos, e multa.

Entre os entrevistados, 30% afirmaram saber o que é o stalkerware ou spouseware. Entre os homens, 32% afirmou conhecer o termo, contra 29% das entrevistadas.

Dos brasileiros que participaram da entrevista, 25% afirmaram que são ou já foram vítimas da prática, sendo que na divisão por gênero, 22% dos homens e 28% afirmaram enfrentar ou já terem enfrentado o problema.

Segundo o relatório, o celular foi usado em 54% dos casos, seguido de dispositivos de espionagem (36%), programas em computador (24%), espionagem via webcam (14%) e aparelhos de casa inteligente (12%).

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, afirma que o programa é instalado no dispositivo da vítima geralmente por acesso físico, ou seja, o responsável foi alguém próximo, como familiar ou colega.

"Esta instalação ocorre de maneira discreta e sem o conhecimento da vítima. E faz sentido o celular estar na primeira posição, já que ele permite o rastreamento da localização junto com o acesso a informações privadas, como chamadas telefônicas, conversas via aplicações e o e-mail", disse.

Ele pontua que o compartilhamento de serviços como iCloud e Google Account entre membros da mesma família é um hábito que causa preocupação e pode favorecer a espionagem.

"36% dos brasileiros fazem isso e essa é mais uma opção tecnológica para perseguir alguém, já que esses serviços têm recursos de localização geográfica, armazenamento de fotos na nuvem entre outros recursos que podem ser explorados", disse.

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