Tebet manterá candidatura à Presidência após ameaça de Doria

Senadora reagiu às declarações do ex-governador paulista de que não deixará a candidatura tucana ao Planalto

Publicado segunda-feira, 16 de maio de 2022 às 15:48 h | Atualizado em 16/05/2022, 15:48 | Autor: Da Redação
“Se ele (João Doria) não aceitar os resultados da pesquisa, e eu for a escolhida, eu sigo firme e forte”, disse Tebet
“Se ele (João Doria) não aceitar os resultados da pesquisa, e eu for a escolhida, eu sigo firme e forte”, disse Tebet -

A existência da terceira via como possibilidade de os partidos que a compõem lançarem uma única candidatura nas eleições deste ano está cada vez mais ameaçada. A pré-candidata do MDB à Presidência, a senadora Simone Tebet, a dois dias do prazo para que a sua legenda, o PSDB e o Cidadania lancem o nome do grupo de siglas na disputa o Planalto, disse que se a sua candidatura for a escolhida, a manterá, mesmo após a ameaça do ex-governador João Doria dizer que judicializaria a questão caso não fosse o selecionado.

“Nós aceitamos as regras do jogo e amanhã temos o resultado dela. Se porventura o meu nome for indicado na (pesquisa) quali, eu serei pré-candidata pelo meu partido, independente de outros partidos se somarem conosco ou não”, afirmou a senadora, durante palestra em ciclo de debates promovido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A fala é a primeira reação pública da emedebista após o acirramento da crise no PSDB neste fim de semana.

“Se ele não aceitar os resultados da pesquisa, e eu for a escolhida, eu sigo firme e forte”, disse Tebet. Em pesquisa PoderData publicada nesta segunda-feira, 16, Doria aparece à frente das intenções de voto para presidente com 4% ante a 2% da senadora. Entretanto, dados de rejeição do eleitorado favorecem a emedebista.

Simone Tebet ainda destacou que a reconstrução do Brasil passa por “partidos sólidos e a boa política” e que não há nada “fora” da política: “Antes, a gente tinha essa anomia social, a sociedade entendeu que a política resolveria seus problemas e apostou em outsiders”.

No domingo, 15, o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), lembrou, em carta ao presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, ter sido escolhido pelas prévias do partido, em novembro. Ele disse ainda que se recusa a abrir mão da posição.

O presidente nacional do PSDB é acusado de conspirar contra o candidato eleito nas prévias, negociando formas de escolher um nome diferente com os demais partidos da terceira via. O candidato de Bruno Araújo seria Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul, que acabou derrotado na votação dos filiados.

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