Relatório do Ministério da Defesa não encontra fraude nas urnas

Forças Armadas cita apenas "lacunas" a serem aperfeiçoadas no sistema eleitoral brasileiro

Publicado quarta-feira, 09 de novembro de 2022 às 14:57 h | Autor: Da Redação
Modelo de urnas eletrônicas do sistema eleitoral Brasileiro
Modelo de urnas eletrônicas do sistema eleitoral Brasileiro -

Ministério da Defesa pretende divulgar ainda hoje o relatório sobre a auditoria feita nas urnas eletrônicas sem apontar fraudes no sistema eleitoral brasileiro, citando apenas "lacunas" a serem aperfeiçoadas. A apuração é da colunista do UOL Carla Araújo.

"Conversei com algumas fontes do ministério e o documento deve ser apresentado hoje no final da tarde. Não há uma previsão de uma entrega física do ministro Paulo Sérgio ao presidente do TSE, Alexandre de Moraes. Isso deve ser feito de maneira eletrônica", disse Carla, no UOL News.

Segundo ela, o documento deve ser "muito técnico", o que pode dar margem para interpretações que coloquem em dúvida a credibilidade da urna eletrônica.

"O documento, segundo apurei, não vai dizer que teve fraude, mas que há algumas lacunas ou algumas questões para serem aperfeiçoadas", afirmou a jornalista. "Só nessas pequenas brechas já imaginamos o que pode alimentar a parcela de eleitores inconformados, alguns realizando atos antidemocráticos após a derrota do presidente Jair Bolsonaro", acrescentou.

O colunista do UOL Wálter Maierovitch também falou sobre a expectativa para o relatório das Forças Armas. "Vamos ser claros e usar uma frase de Esopo: da montanha pariu um rato. Esse relatório vai parir um rato, ou seja, um nada", disse o jurista.

"A conclusão da fábula é que não se deve projetar grandes coisas principalmente quando o resultado será o erro. É a fábula do Esopo colocada em tempos atuais porque o relatório não vai apontar fraude", completou.

Segundo Maierovitch, mesmo que o documento do Ministério da Defesa não traga conclusões sobre erros no sistema eleitoral, ele será usado por golpistas para contestar a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Em um ambiente conturbado de polarização, isso vai ser usado em redes sociais para se imaginar uma fraude e dar combustível, mais uma vez, ao golpismo", afirmou.

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