Candidato vítima de racismo presta queixa na polícia: “Eu não queria”

Mazo diz que preferia resolver questão de outra maneira e chegou a apenas pedir que os ataques parassem

Publicado quinta-feira, 22 de setembro de 2022 às 12:36 h | Atualizado em 22/09/2022, 13:34 | Autor: Lucas Franco
"Mesmo eu não estando bem, eu sempre demonstro estar feliz, porque eu não quero ver ela [mãe] preocupada e chateada”, diz Mazo
"Mesmo eu não estando bem, eu sempre demonstro estar feliz, porque eu não quero ver ela [mãe] preocupada e chateada”, diz Mazo -

Vítima de recentes ataques racistas, sendo o último deles na terça-feira, 20, quando teve o muro de sua casa pichado com a mensagem “fique na senzala”, o candidato a deputado federal Damazio Santana (PSB), mais conhecido como Mazo, decidiu prestar queixa na polícia, nesta quarta-feira, 21.

“Eu, sinceramente, não queria prestar queixa”, diz o candidato, que mora em Feira de Santana. Nas últimas violências sofridas, Mazo apelou para que as pessoas não o atacassem, mas não havia feito menção sobre a busca pelos responsáveis. “Não faça mais não. Você não ganha nada com isso”, disse em suas redes sociais no dia 11 de setembro, após um homem que passava de moto ofendê-lo.

“Eu não sou filho de governador. Eu não sou neto de Ana Maria Braga. Entendeu? Se eu fosse de Ana Maria Braga, já tinha achado o cara. Todos os artistas globais já teriam publicado nas redes sociais deles que isso é um absurdo”, comentou o candidato do PSB, que disse que além de se preocupar consigo mesmo, também revela preocupação com sua mãe. “Eu tento me camuflar para todas essas coisas, até mesmo para proteger minha mãe. Mesmo eu não estando bem, eu sempre demonstro estar feliz, porque eu não quero ver ela preocupada e chateada”, narra.

Mazo disse que não pretende apagar a pichação na frente da sua casa no momento. “Vai depender de como eu amanhecer amanhã”, desabafa. O candidato diz que sempre se indignou ao ver episódios de racismo com outras pessoas, mas diz não saber o que fazer quando se torna vítima. “Parece que a gente perde o chão. Você fica sem entender, um tanto anestesiado, relata.

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