Governo anuncia corte de R$ 8,2 bi do Orçamento e adia reajustes

Contingenciamento foi anunciado por meio do relatório de receitas e despesas

Publicado sexta-feira, 20 de maio de 2022 às 18:14 h | Atualizado em 20/05/2022, 18:39 | Autor: Da Redação
Presidente Bolsonaro já havia antecipado que o governo precisaria realizar o corte
Presidente Bolsonaro já havia antecipado que o governo precisaria realizar o corte -

O Ministério da Economia anunciou nesta sexta-feira, 20, um novo corte do Orçamento para 2022 de R$ 8,2 bilhões. No primeiro trimestre, a pasta já havia anunciado o corte R$ 1,7 bilhão.

O corte é realizado nos gastos livres com o objetivo de cumprir o teto de gastos devido ao aumento da estimativa com os gastos obrigatórios.

O contingenciamento foi anunciado por meio do relatório de receitas e despesas do orçamento. A previsão é que no ano haverá R$ 4,8 bi a mais nos gastos com sentenças judiciais, R$ 2 bi com o Proagro, R$ 1,1 bi com a reabertura do Plano Safra em vigor e mais R$ 1,1 bi com a expansão do próximo Plano Safra.

Houve também outras reduções de despesas que totalizaram R$ 900 milhões.

Com a mudança, os reajustes aos funcionários públicos deverão ser adiados, tendo em vista que não foram contemplados no bloqueio orçamentário.

Reservado, até o momento, para possível reestruturação de carreiras policiais continuam R$ 1,7 bi. A previsão é que até junho o governo envie um projeto ao Congresso para oferecer aumento de 5% a todo funcionalismo, cujo custo é estimado em R$ 6,3 bilhões para este ano.

Agora, os ministérios esperam quais cortes deverão sofrer para o cumprimento do bloqueio total de R$ 10 bi, somados este e o primeiro bloqueio de despesas.

O presidente Bolsonaro já havia antecipado nesta quinta-feira, 19, que o governo precisaria cortar R$ 10 bilhões dos ministérios para se adaptar ao teto de gastos devido o surgimento de despesas extras.

"Apareceu de despesa extra essa semana, entre precatórios, Plano Safra e abono, mais R$ 10 bilhões. Da onde virá esse dinheiro? Desse Orçamento. Temos que chegar nos ministérios e cortar R$ 10 bilhões".

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