Prefeitos resolvem um problemaço: como fazer para pagar as contas

Aprovação do piso dos enfermeiros iria significar a morte das Santas Casas

Publicado quarta-feira, 14 de setembro de 2022 às 05:15 h | Autor: Levi Vasconcelos
‘Quilombo Corcovado’, a história de uma comunidade
‘Quilombo Corcovado’, a história de uma comunidade -

Os prefeitos em geral, baianos também, se dizem muito gratos às Santas Casas. Elas avisaram ao governo que a aprovação do piso dos enfermeiros sem dizer de onde tirar o dinheiro para pagar simplesmente iria significar a morte delas, já sufocadas com a falta de reajustes nos serviços há cinco anos.

Foi isso que apressou a aprovação pela Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição 122/15, do Senado, que proíbe a União de criar despesas para estados, Distrito Federal e municípios sem definição de fontes orçamentárias.

Citam, por exemplo, que além do piso dos enfermeiros que custaria R$ 10,5 bilhões ao ano também tramitam os projetos dos pisos dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais. O que, segundo Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié e presidente da UPB, seria o fim para prefeituras também. Foi aí que as Santas Casas entraram.

Agravantes —Dizem os prefeitos que programas como o Samu, muito bom por sinal, são criados lá mas sempre contando com a participação municipal cá. Com o detalhe: cada vez puxando para cima o nível de gastos com pessoal, percentual que antes era de 30 a 40% da receita, hoje é de 60%.

E na era Bolsonaro isso ficou pior, porque além das novas despesas como o piso da enfermagem ainda houve redução do IPI e do ICMS, dois impostos que impactam diretamente na arrecadação municipal. A PEC recém aprovada só aguarda promulgação do Congresso. E segundo Cocá chega muito bem.

— Sem dúvida, é uma grande vitória municipalista, puxada pela CNM.

Paraná e Ipec têm resultados distintos para o cenário federal

Dizem que pesquisa é o retrato de um momento, mas quando num mesmo momento há resultados diferentes, como é que fica?

Estamos exatamente em situação similar com duas pesquisas ontem divulgadas sobre a disputa federal.  No Ipec, o antigo Ibope, deu Lula 46%, Bolsonaro 31, Ciro Gomes 7 e Simone Tebet 4. No Paraná deu Lula 39,6%, Bolsonaro 36,5, Ciro 7,4 e Simone 4,7. 

No Ipec, a diferença em favor de Lula é de 15 pontos, no Paraná, 3,1. Quem afere resultado de pesquisa é a urna e todas elas, nos últimos dias, mostraram uma queda de Lula e estabilização de Bolsonaro, mas em patamares que oscilam a diferença pró-Lula em de 5 a 8%. Ou seja, aparentemente as diferenças são muito dissonantes.

Estamos a 19 dias das eleições. É quando teremos os instrumentos para ver quem foi melhor ou pior.

Neto e Ciro mais colados

Na  visita a Irecê ontem, Ciro Gomes, o presidenciável do PDT, recebeu o apoio do prefeito de Xique-Xique, Reinaldinho Braga (MDB), filho do ex-deputado Reinaldo Braga.

O detalhe é que ele já foi diretor da Prefeituras Bairros  de Salvador, na primeira gestão de ACM Neto até quando elegeu-se prefeito.

Ou seja, depois de Ana Paula vice, Ciro tem  vereadores da base de Neto agora também como outros aliados.

Quilombo Corcovado disputa Festival Sinédoque

Rafael Lage, fotógrafo e cineasta, marcou um golaço. Emplacou o filme Quilombo Corcovado - Ancestralidade, um documentário de 30 minutos sobre o quilombo citado em Palmeiras, na Chapada. 

Ele está entre os 50 selecionados do festival Sinédoque, dedicado exclusivamente a documentários brasileiros de curta metragem e também na 18ª edição do Festival Internacional Panorama Coisa de Cinema. Com belas paisagens e entrevistas, Rafael, que foi à comunidade ensinar fotografia e acabou produzindo o filme, cria bela narrativa sobre as dificuldades de sobrevivência no pedaço.

O documentário teve apoio da Secretaria de Cultura da Bahia e para vê-lo é entrar na página oficial do Sinédoque .

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