O radicalismo, seja na política, no Ba-Vi, ou na religião, é imoral

Os tais dos radicais, que tantos males causam, se manifestam por múltiplas vertentes

Publicado terça-feira, 06 de setembro de 2022 às 05:00 h | Autor: Levi Vasconcelos
Episódios como o conflito entre torcedores da dupla Ba-Vi domingo em São Caetano são tão deprimentes quanto frequentes
Episódios como o conflito entre torcedores da dupla Ba-Vi domingo em São Caetano são tão deprimentes quanto frequentes -

Atribuem a Caetano Veloso esta frase lapidar:

“Detesto radicais. E para não dizer que não sou radical em nada, sou radicalmente contra radicais”.

E os tais dos radicais, que tantos males causam, se manifestam por múltiplas vertentes, mais visíveis no futebol, na política e na religião.

Episódios como o conflito entre torcedores da dupla Ba-Vi domingo em São Caetano são tão deprimentes quanto frequentes.

O pior: o estigma assume suas facetas mais perversas quando o pano de fundo a embalar tais motivações é político ou religioso. Seja qual for a estampa, convém ressalvar que extremista rima com terrorista não por acaso.

Atraso moral —É precisamente esse o temor que alguns no Brasil passaram a ter nos dias atuais. O radicalismo de Bolsonaro e cia, com posturas de extrema direita, levou a reboque para o olho do furacão os evangélicos, segundo o que manifestam alguns pastores como Silas Malafaia, cada vez mais menos bom senso e o radicalismo dando o tom.

Se você admite que o projeto da boa política e do bom senso é a construção de uma sociedade harmoniosa, em que todos vivam em paz e tranquilidade, é fácil a constatação de que ainda temos uma longuíssima caminhada pela frente.

Ou pior, vezes nos dá a sensação de que ainda estamos no começo. Afinal, o racismo e a pretensão de dominar pela força, usando a inteligência para construir máquinas de matar, é coisa que vem lá dos tempos das cavernas e está aí. 

Segundo o Ipesp, na disputa presidencial, nada mudou 

Dizem que o pessoal de Bolsonaro esperava encostar ou ultrapassar Lula em junho ou julho, no mais tardar. E Ciro Gomes esperava chegar a 15% em março. Não deu para nenhum dos dois.  

O Ipesp divulgou pesquisa em 3 de junho, outra em 25 de julho e outra ontem. Pela ordem, os números:

Lula, 44, 45 e 44.

Bolsonaro, 35, 34 e 35.

Ciro Gomes, 9, 9 e 9.

Simone Tebet 4, 3 e 5.

Se mudança houver, vai ser na reta de chegada, com a propaganda no rádio e na tevê. Até agora, a única mudança notável vem de Simone Tebet (MDB), que subiu para 5. Ou seja, ao invés de Ciro subir para encostar em Bolsonaro e Lula, é Simone quem está encostando nele.

Na ponta, Lula também emperrou, ampliando a convicção de que as coisas estão caminhando para uma decisão no segundo turno.

O piso une todos os lados

A decisão do ministro Luís Barroso, do STF, de suspender a vigência do piso salarial para os enfermeiros levou em conta uma questão óbvia, faltou dizer de onde vai se tirar o dinheiro para pagar a conta. Um deputado baiano atrás da reeleição observou ontem:

— Barroso está certo, mas agora, na boca da eleição, esquerda e direita se unem, todo mundo a favor do piso. Quem é besta?

David Salomão  ataca: ‘Tem patriota ficando milionário’

David Salomão, ex-vereador em Vitória da Conquista, agora candidato a deputado federal, bolsonarista, figura de proa em muitas polêmicas, apontou a metralhadora para sua própria banda. Postou vídeo nas redes no qual aparece com uma criancinha no braço e solta o verbo:

— Olá, nação brasileira. Estou aqui em Vitória da Conquista. Lembra daquele assunto que a gente estava tratando, do fundo bilionário para pagar campanha? R$ 6 bilhões. Tem um monte de patriota aí que está ficando milionário, tá aqui, olhe.

E exibe a imagem de uma mulher e a filha.

— Tem deputado aí enchendo o bolso. E eu vou dar nomes aos bois. Carla Zambelli levou R$ 1 milhão. Eduardo Bolsonaro R$ 50o mil. Covardes!

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