O ‘imbrochável’ amansou. E será que também brochou? Urnas dirão

Eleições vão acontecer daqui a 15 dias, só temos mais 13 de campanha

Publicado sábado, 17 de setembro de 2022 às 00:30 h | Autor: Levi Vasconcelos
Na questão presidencial a pergunta da vez é única: vai ter segundo turno ou não?
Na questão presidencial a pergunta da vez é única: vai ter segundo turno ou não? -

Dizem em Brasília que Bolsonaro fez a sua grande aposta no 7 de setembro, data que seria o marco divisório do antes e depois. Ou seja, a esperança era decolar e passar Lula nas pesquisas. Foi naquele dia que ele se disse ‘imbrochável’. Mas todas as pesquisas indicam que nada mudou. E o projeto, ao que parece, brochou.

Ou seja, nada mudou. Bolsonaro até amenizou o tom. Mas as eleições vão acontecer daqui a 15 dias, só temos mais 13 de campanha, e na questão presidencial a pergunta da vez é única: vai ter segundo turno ou não? 

Se tiver, todas as pesquisas apontam que Lula ganha, um resultado oposto seria uma baita zebra. Se não tiver, pior para Bolsonaro. Vai precipitar o passo adiante para inaugurar um novo capítulo na história do Brasil, a do primeiro presidente que perdeu a reeleição.

Em londres —A reeleição para mandatos mandatos executivos, no caso, presidente, governadores e prefeitos, foi instituída em 1998 por Fernando Henrique Cardoso, que obviamente foi beneficiário, se reelegeu. Depois veio Lula, se reelegeu, Dilma se reelegeu e Bolsonaro, o último a chegar lá pelo voto, está na berlinda.

Por estes dias Bolsonaro irá a Londres para os funerais da rainha Elisabeth II. Claro, ele ir como representante do Brasil é um gesto de civilidade, é positivo. Influencia cá? Pouco provável.

Se Bolsonaro perder, vai repetir nas urnas a mesma trajetória do seu amigo dos EUA, Donald Trump. Lá, os trumpistas inconformados invadiram o Capitólio, o Congresso, com cinco mortos. Teremos isso no Planalto também?

Luiz Galvão, a penúria num corredor de hospital paulista

Domingo passado publicamos aqui notícia sobre o melancólico final dos Novos Baianos, o grupo que tanto sucesso fez nos anos 70, relatando abriga de Luiz Galvão com Baby Consuelo e Cia por direitos autorais, lembra? 

Agora a notícia é bem pior. Janete Galvão, a esposa dele, já se queixava que não tinha dinheiro para dar-lhe a devida assistência e agora informa que há mais de 72 horas ele está num corredor da Santa Casa de Misericórdia, entubado, em coma, com a suspeita de ter sofrido um novo AVC, e ainda junto com atropelados, queimados e afins. 

Os amigos que o acompanham estão buscando ajuda, inclusive de políticos, para ver se conseguem dar pelo menos a assistência adequada. Um deles, ao pedir ajuda, lamentou:

— Que fim mais triste está tendo o nosso Galvão. Simplesmente lamentável.

Ana Paula, Félix e Leo

Ana Paula, a vice-prefeita de Salvador e candidata a vice de Ciro Gomes, postou vídeo declarando voto no deputado federal Félix Mendonça, presidente estadual do PDT e candidato a reeleição.

Ela diz ser grata a Félix por ser a vice de Ciro.. Dizem nos bastidores que o grade perdedor é Leo Prates, que com ela trabalhou na Secretaria de Saúde da Prefeitura de Salvador, deputado estadual que também mira Brasília.

Associação dos Praças tem  a 1ª mulher no comando

A Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPM-Ba), está literalmente de cara nova. Pela primeira vez na sua história elegeu uma mulher, a CB PM Alaice Gomes como presidente pelos próximos quatro anos. Ela tem como vice o SGT PM R/R Jackson.

Ela diz que o fato de ser mulher tem o sei diferencial histórico, é a terceira no Brasil a assumir missão similar, mas o foco da sua ação será as demandas da categoria:

— Nós temos uma dificuldade de diálogo com o governo sistêmica e por isso recorremos muito a justiça. Essa é a nossa luta.

A pauta com as reivindicações do pessoal da PM é longa. Tem mais de 50 itens.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Labareda

Na segunda metade do século passado eram milhares as histórias e estórias das andanças de Lampião, o Rei do Cangaço, no Nordeste da Bahia, onde ele seu bando aprontaram muitas. Jeremoabo, na região de Paulo Afonso, ainda hoje se lembra de Labareda, cangaceiro famoso e temido, que lá se entregou depois que o grupo estava aniquilado.

No julgamento, Tarcilo Vieira de Melo (que mais tarde seria líder de Juscelino Kubistschek na câmara), jovem promotor, bateu forte, como fazem todos da área. O juiz era Oliveira Brito, que também seria ministro da Educação. Contam que no final Labareda virou-se para o Tenente João Nô, que o prendeu, e desabafou:

— É de verdade... Eu passei a vida inteira empiquetando (emboscando) soldado e juiz. Agora, aqui, o soldado não falou nada e o juiz nada disse que me ofendesse. Mas esse desgraçado desse promotor tirou dos cachorros para botar em mim. Ah, se eu soubesse!...

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