Na Globo, Bolsonaro diz que vai bem, apesar da pandemia e guerra

Todo mundo queria ver Bolsonaro no palco que sempre foi alvo de ataques dele

Publicado terça-feira, 23 de agosto de 2022 às 05:15 h | Autor: Levi Vasconcelos
Presidente voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas, culpou a pandemia e a guerra na Ucrânia pelos eventuais desacertos na economia
Presidente voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas, culpou a pandemia e a guerra na Ucrânia pelos eventuais desacertos na economia -

Pelo menos no mundo político a audiência da Globo ontem, se não bateu os 100%, chegou perto. Todo mundo queria ver Bolsonaro no palco que sempre foi alvo de ataques dele (e até ameaçou não ir lá). Apesar das trocas de farpas, tudo em paz.

Bolsonaro voltou a levantar suspeitas sobre as urnas eletrônicas, culpou a pandemia e a guerra na Ucrânia pelos eventuais desacertos na economia, voltou a condenar a adoção do lockdown (o que todos os países do mundo fizeram) e apontou acertos da sua equipe, apesar da saúde já estar no quarto ministro e em outros setores, como a educação, o resultado ser   tido como desastroso.

Centrão —Claro que a primeira da série de entrevista com os presidenciáveis ser justamente Bolsonaro ajudou a turbinar a curiosidade e pelo começo, quando William Bonner perguntou onde ele esperava chegar ‘xingando ministros’ e ele respondeu que era ‘fake’, com a ressalva de que ele chamou o ministro Alexandre de Moraes de ‘canalha’, o presidente prometeu respeitar os resultados, ‘se as eleições forem limpas’.

Mas Bonner atacou num ponto crucial, hoje pouco esquecido: Bolsonaro começou a sua caminhada em 2018 batendo forte no Centrão, condenando a plenos pulmões o tal do toma lá, dá cá. ‘E eu ia governar com quem?’.

Esse ítem tornou-se uma  grande contradição do governo. Não queria o toma lá, mas quando deu, se arreganhou todo, quase R$ 20 bilhões no chamado orçamento secreto. Resta saber se ele terá o dá cá. Em muitos casos, não. 

Em Santo Antônio de Jesus, a violência impõe dias de medo

Santo Antônio de Jesus, o maior núcleo comercial do Recôncavo, vive dias de intensa apreensão com o crescimento da violência lá (também), com o assassinato de duas pessoas no Galpão da Comida na feira.

Duas pessoas morreram, ao que se diz, uma com conexão com o tráfico de drogas, outra inocente. Mas entre os seis feridos há duas crianças, uma delas com menos de um ano de idade.  

Até agora, a polícia ainda não apontou os autores e nem a motivação. O prefeito Genival Deolino (PSDB) apelou para o comandante do 14º BPM (Batalhão da Polícia Militar), o Tenente Coronel Assemany. 

Ele diz que tem dado o suporte necessário e espera ver a situação melhorar, mas será que vai?

A questão é que não só lá, mas no geral, a sensação é a de que a situação só piora.

Semana ruim em Viçosa

Nova Viçosa, no extremo sul, passou um fim de semana após uma semana atribulada. Milton Rodrigues (PP), o Rangel, o vice-prefeito, sofreu um acidente no início da semana passada, divulgou-se a morte dele, fato logo desmentido, mas  sexta última morreu. Rangel era comerciante e pessoa muito querida. A prefeita Luciana Rodrigues (PP), de quem ele era o vice, é esposa do deputado estadual Robinho (UB).

Bia Kicis pega Expresso 2222 como jingle e se acha certa

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), querendo a reeleição, está nas redes sociais por dois feitos.

1 — Bolsonarista de quatro costados, ela aparece como Madre Rainha da vinda do coração de Dom Pedro I para o 7 de setembro.

2 — Como o número de urna é 2222, ela simplesmente surrupiou a música Expresso 2222, de Gilberto Gil, e disse que após consultar colegas advogados ficou sabendo que copiar ‘só um trechinho’ não é plágio.

O trechinho que ela usou: “Começou a circular o expresso, 2222!”. Com a palavra o advogado Rodrigo Moraes, especialista em direito autoral. 

— Como pode uma deputada federal violar tão acintosamente uma Lei Federal de Direitos Autorais?

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