Lira quer punir os institutos que manipulam pesquisas. Será que dá?

Pessoal da Folha de São Paulo chiou, pediu que ele fosse mais específico

Publicado sexta-feira, 23 de setembro de 2022 às 05:15 h | Autor: Levi Vasconcelos
Lira disse que o Datafolha “vestiu a carapuça”
Lira disse que o Datafolha “vestiu a carapuça” -

Artur Lira, deputado do PP de Alagoas que preside a Câmara dos Deputados, aliado do presidente Bolsonaro, agitou os meios políticos ontem ao dizer que é preciso buscar meios de punir os institutos de pesquisas eleitorais que “erram demasiado ou intencionalmente para prejudicar”.

O pessoal da Folha de São Paulo chiou, pediu que ele fosse mais específico. E Lira disse que o Datafolha “vestiu a carapuça”. Para completar: “Não podemos permitir que haja manipulações de resultados em pesquisas eleitorais”.

Ora, pesquisas são feitas a partir de recortes com dados do IBGE. A proporcionalidade das faixas etárias, do grau de instrução, da população do universo no qual o cidadão está inserido e por aí. Perguntaria você: e tem possibilidade de manipulação? Sim.

Com a urna —As formas de manipular, quando se quer, são várias. As três principais:

1 — O pesquisador, o  responsável pela coleta de dados, fingir que coletou, e preencher os formulários da própria cabeça. Na presencial, existia muito isso, motivo de preocupação dos intitutos, que colocaram eles nas ruas com GPS.

2 — Fazer os recortes a partir dos dados do IBGE num território restrito, em que o candidato do interesse é visivelmente mais forte.

3 — A manipulação estatística pura e simples.

Isto posto de lado, admitindo que elas foram feitas dentro dos critérios, pesquisas são o retrato de um momento e os entrevistados podem sim, mudar de opinião. Quem afere o acerto é a urna. O resto é esperneio de quem está atrás, como Lira.

Questão da corte de ACM Neto vira sensação no país inteiro

Na interpretação do jornal Folha de São Paulo a queda de ACM Neto no Datafolha se deve após a polêmica dele se autodeclarar pardo. Na Bahia, a interpretação não é bem essa. Cá, isso é atribuído ao fato de Jerônimo, o candidato do PT e principal adversário dele ter colado com Lula e vice-versa, mas a versão sulista é a que mais faz sucesso nas redes.

Circula, por exemplo, o vídeo em que a jornalista Julia Duailibi, da GloboNews, teve uma crise de risos, ao vivo, quando falou do fato.

“Essa queda e subida tem a ver com a auto declaração sobre cor, feita por ACM Neto, que está repercutindo muito lá na Bahia, em que ele se declara como pardo. E aí esse vídeo em que ele aparece também bronzeado levou a  uma repercussão grande nas redes”. E caiu na risada, sendo socorrida por um colega. Viralizou.

Em Lençóis, o Festival volta

Após dois anos em recesso, por conta da pandemia, o Festival de Lençóis, que começou ontem e vai até amanhã, já tinha o sucesso garantido desde o início da semana, segundo o empresário Marcos Pedreira, um dos idealizadores do evento.

— Não é feriado, estamos a uma semana das eleições e mesmo assim desde o início da semana todas as vagas de hotéis e pousadas já estavam ocupadas. 

Os díscípulos  de Osmar, o do trio, de volta ao Pelô

Idealizada por Aroldo Macedo, filho de Osmar, que ao lado de Dodô criou o trio-elétrico, a Escola de Música Irmãos Macedo, parou por conta da pandemia da Covid após funcionar desde 2005, mas hoje ela retoma o seu curso.

Às 20h30, na Praça Tereza Batista, no Pelô, Aroldo e Marco Stress supervisionam a nova temporada de ensaios da Banda Emim. 

O projeto é do Instituto Osmar Macedo e foca alunos da rede pública de sete a 17 anos no aprendizado da música ‘trieletrizada’.

Conta com apoio da Bahiagás e da Secretaria de Cultura do Estado e sem dúvida é uma das boas iniciativas de promoção da cultura em Salvador. Quem vê, adora.

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