Horário Eleitoral, Jerônimo cola em Lula e Neto tenta carreira solo

Neto tenta estadualizar a campanha, Jerônimo e João Roma querem federalizar

Publicado sábado, 27 de agosto de 2022 às 05:30 h | Autor: Levi Vasconcelos
Daqui até a eleição teremos mais 35 dias. Pelo visto, o jogo está em aberto
Daqui até a eleição teremos mais 35 dias. Pelo visto, o jogo está em aberto -

Deu o previsto no primeiro dia da propaganda eleitoral no rádio e na tevê. ACM Neto tentando estadualizar a campanha, Jerônimo e João Roma querendo federalizar. 

Destrinchando o cenário:

1 — A estadualização do embate, a ideia de Neto, é deixar a questão federal de lado e tocar o barco cá dizendo que governa com qualquer um, como já fez em Salvador. Nessa linha, logo no primeiro dia exibiu o resumo de suas andanças pelos quatro cantos da Bahia.

2 — Jerônimo é o oposto, quanto mais federalizar melhor. A propaganda dele pisou fundo nessa direção sem delongas, dizendo que Lula é Jerônimo e Jerônimo é Lula. 

3 — E a João Roma também interessa federalizar. Na propaganda, foi dito explicitamente: ‘É o único candidato de Bolsonaro na Bahia’.

Na ponga —Eis a questão chave, válida para todos três, ressalte-se: vai colar?

As pesquisas mostram que no mínimo mais de 40% dizem que votariam em quem Lula recomendasse, essa é aposta de Jerônimo, obviamente com o apoio de Rui Costa, que também tem bons índices de acertos.

Já ACM Neto tenta algo absolutamente inédito na história, vencer uma eleição sem qualquer vínculo federa, fazendo a sua suposta força sobrepor-se sobre uma disputa federal raivosamente polarizada, tipo pauleira total. E João só tem Bolsonaro, que está com ele porque Neto não quis.

Daqui até a eleição teremos mais 35 dias. Pelo visto, o jogo está em aberto.

Coligado de Bolsonaro morto na véspera da visita presidencial

Alex Paes Amorim Nascimento, sub-comandante da Guarda Municipal de Barra do Choça, cidade que fica a apenas 27 km de Vitória da Conquista, foi assassinado ontem em pleno centro por dois homens encapuzados que chegaram em Gol branco.

Ele era um bolsonarista ostensivo, e embora, por coincidência, Bolsonaro esteja visitando Conquista hoje, onde fará uma moto-carreata (mistura de moto com carro), o crime nada tem a ver com política, mas botou um gosto ruim na história. Dizem lá que Alex tinha fama de ser uma pessoa atrabiliária.

O assunto ganhou destaque nas redes regionais. Bolsonaro está sendo esperado hoje por volta das 10h. Seria uma hora a menos, mas antes o presidente vai passar em Barretos.

Em Conquista, Bolsonaro será rápido. Ele ainda irá a mais duas cidades amanhã.

E o Hospital fica na espera

João Roma também entra nas redes no embalo da visita de Bolsonaro. Se diz, por exemplo, que ele tanto critica Rui Costa por conta da regulação, mas se olhasse para o rabo, não o faria.

O setor de Radioterapia do Hospital Geral de Vitória da Conquista, obra do governo federal orçada em R$ 6,5 milhões, iniciada em meados de 2018, deveria fica pronta no seguinte, mas até hoje está lá esperando a retomada.

Obra de Mário Cravo está voltando na Praça Cairu

O Monumento à Cidade de Salvador, ou Fonte da Rampa do Mercado, a obra de Mário Cravo Jr. que adorna os cartões postais de Salvador e sucumbiu a um incêndio em dezembro de 2019, em pouco tempo estará de volta ao cenário da capital baiana. Um time formado por Virgílio Daltro, da Desal, Fernando Guerreiro, da Fundação Gregório de Mattos, Orlando Castro, da Sucop, e o historiador Mário Mendonça trabalha na restauração da obra sob supervisão de Otávio Cravo, filho de Mário Cravo.

Segundo Virgílio Castro, em primeiro lugar a equipe decidiu pela restauração total. Bruno Reis pede pressa, a obra está andando ainda sem data e a única certeza é a de que ficará igual à original.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Voluntário

Conta Sebastião Nery, em ‘350 Histórias do Folclore Político Mineiro’, que no fim dos anos 1940 uma figura, o Voluntário, pessoa humilde, ajudante de ordens do cerimonial, o cara que comprava cigarro, lanches e afins, tratava todos os figurões da época sempre chamando-os pelo primeiro nome na maior intimidade, sem essa de ‘senhor’, muito menos de ‘doutor’.

Milton Campos era Milton, Pedro Aleixo era Pedro e Carlos Lacerda era Carlos. Ponto final, sem maiores delongas. Todos aceitavam numa boa.

1947, fim da 2ª  Guerra, o Brasil festeja o fim da ditadura Vargas.  O Brasil 

em festa, Milton Campos, professor, advogado, jornalista e historiador, se elege governador de Minas. 

Toma posse, chega ao Palácio da Liberdade, sede 

e símbolo do governo mineiro, primeiro dia, dá de cara com alguém tomando banho na piscina. Perguntou a um auxiliar:

— Quem é aquele?

— É o Voluntário.

Coçou a cabeça, falou:

— É.... Novos tempos. A democracia é mesmo o regime da paciência.

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