E será que dá para acreditar na melhora da segurança? Tá difícil

Em Salvador, o problema é generalizado e inclui até pontos festejados

Publicado sexta-feira, 16 de setembro de 2022 às 05:30 h | Autor: Levi Vasconcelos
Falta no jogo político o debate com a seriedade que a situação exige
Falta no jogo político o debate com a seriedade que a situação exige -

Ainda chocada com a morte da amiga Valéria Maria Cardoso dos Santos Teles, a fisioterapeuta que morreu vítima de bala perdida na dobrada do ano no Alto de Coutos, em Salvador, J.B.M. diz que agora mal sai de casa. E pergunta: dá para acreditar nas promessas dos políticos de que a situação vai melhorar?

Minha cara, rezando muito para estar errando, não. Infelizmente pelo que se viu até agora, falta no jogo político o debate com a seriedade que a situação exige, O próprio Alto de Coutos é um exemplo, antes um bairro tranquilo, agora palco de tiroteios que fazem vítimas inocentes, como Valéria.

Ressalte-se que em Salvador o problema é generalizado e inclui até pontos festejados como o Porto da Barra. Mas no interior também. Prefeitos dos quatro cantos da Bahia queixam-se na UPB que a cada dia mais perdem espaços de governança para o crime organizado. Ou seja, os criminosos ocupam áreas que nem eles podem entrar.

Reflexão —Em diversos encontros na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia representantes de todos os segmentos institucionais, como a PM, o TJ-Ba, o Ministério Público, OAB, Polícia Civil e afins sai o consenso: a sociedade tem que repensar o seu modelo de organização ou a coisa degringola de vez.

O consenso dita que droga não é problema de polícia e sim de saúde. No modelo que vigora a guerra entre polícia e traficantes mata muito mais gente do que a própria droga. E não se vê jeito de que nada vá mudar. Que triste. Quantas Valérias ainda veremos até isso mudar?

Em Valença, dinheiro da UTI não é repassado desde março

Valença, o maior município do baixo sul em população, com mais de 10 mil habitantes, nunca teve UTI em toda a sua história, motivo de muitos protestos, e até tinha achado que tinha virado essa página da falta de assistência, mas sofre ameaça de ficar na mesma.

Melhor explicando, com o fim da pandemia a cidade herdou 10 leitos de UTI instalados na Santa Casa de Misericórdia, mas agora quem está na UTI é a UTI: desde março, ou sete meses, a Secretaria de Saúde não repassa recursos.

Segundo o provedor da Santa Casa, Marcelo Cabral, os leitos sempre estão ocupados porque recebem pacientes enviados pela regulação.

— Estávamos querendo ampliar a assistência com neurologistas e cardiologistas. Mas como?

O atraso, segundo ele, gira em torno de R$ 4 milhões.

Ciro deixa rebu em Irecê

A passagem de Ciro Gomes por Irecê deixou um rastro de furdunço na política local. Lá, dizem que a prefeitura, pilotada por Elmo Vaz, que é do PSB de Lídice da Mata e aliado de Lula e Jerônimo, negou a liberação do espaço na Praça do Dominó, onde seria inaugurado o comitê do PDT.

A prefeitura divulgou nota negando, mas o PDT afirma que obteve a autorização na Justiça.

Ex-prefeito de Itabuna se atola em prédio que caiu

Até parece que Itabuna resolveu formar expertise em ver prédios caindo. O Shopping Popular, uma obra pública que deveria abrigar ambulantes, desabou duas vezes, em 2014 e 2018. Pouco mais de cinco anos atrás, em 2017, um prédio comercial desabou na Avenida Cinquentenário, a principal da cidade. E em março último outro prédio de três andares caiu, no Lomanto.

Felizmente ninguém morreu, mas no caso do Shopping Popular o pepino ficou para o ex-prefeito Claudevane Leite. O TCM diz que incidentes no município resultaram num prejuízo de R$ 2 milhões e, esta semana, negou um recurso dele.

Fernando Gomes, ex-prefeito que morreu em julho, dizia que era ‘roubalheira e safadeza’.

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