E a campanha começa sem nada mudar entre Lula e Bolsonaro

O bolnarismo dá sinais de que não mudou. O pior, porta-se com a expectativa dos derrotados

Publicado sexta-feira, 19 de agosto de 2022 às 05:30 h | Autor: Levi Vasconcelos
Estamos a pouco mais de 40 dias das eleições e se mudança houver será por conta da propaganda no rádio e na TV
Estamos a pouco mais de 40 dias das eleições e se mudança houver será por conta da propaganda no rádio e na TV -

A Quaest soltou pesquisa presidencial anteontem, a última, dando Lula 44, Bolsonaro 32 e Ciro Gomes 6. Ontem circulou nas redes um meme com o mesmíssimo gráfico, com um detalhe crucial: quem estava na frente era Bolsonaro.

Como o ministro Alexandre de Moraes disse que uma das prioridades na presidência do TSE é o combate às fakes news, se quiser começar já tem o que fazer. Ontem, o próprio Bolsonaro ganhou as mídias ao avançar para tomar o celular de um rapaz que o chamou de tchutchuca do centrão.

Eis a questão, o bolnarismo dá sinais de que não mudou. O pior, porta-se com a expectativa dos derrotados, como o grupo Empresários & Política, no zap, que defende abertamente o golpe de estado caso ele perca.

Estratégias —Se pegarmos uma pesquisa da mesma Quaest em novembro do ano passado dava Lula 48% e Bolsonaro 21%.

Ele cresceu, é evidente. A diferença que era de 27 caiu para 12 pontos. Lógico que com a saída de Sérgio Moro do páreo ele ganhou pontos, isso ficou bem visível, mas esperava ganhar muito mais com o Auxílio Brasil, o auxílio de R$ 1 mil para taxistas e caminhoneiros e também a queda no preço da gasolina.

Estamos a pouco mais de 40 dias das eleições e se mudança houver será por conta da propaganda no rádio e na TV, mas embate eleitoral tem uma pegada de guerra, e guerra é guerra. Enquanto Eduardo Bolsonaro (PL), deputado federal, chama Lula de “ex-preso”, Ciro diz que a ideia vem a calhar: Lula é “ex-preso”, e Bolsonaro “futuro”.

Tensões crescem entre índios e fazendeiros no sul da Bahia

Dois conflitos envolvendo índios pataxós e fazendeiros no sul da Bahia, um em Porto Seguro e outro em Itamaraju, adubaram o tititi político lá ontem. São apenas novos capítulos dos velhos conflitos ou ditos cujos adubados pela polarização entre Lula e Bolsonaro?

Jornalistas da área dizem que, no caso de Itamaraju envolvendo a fazenda São Geraldo, entre Montinho e a cidade, os sites da região chegaram a noticiar a morte de três policiais. Não houve mortos. Os policiais citados foram feridos.

O que dizem é que os conflitos têm, sim, a ver com a campanha eleitoral, já que fazendeiros brigam pela votação no Congresso da lei que estabelece o marco temporal (as terras delimitadas até a promulgação da Constituição, em 1988, valem, a partir daí, não). E os índios são contra, óbvio.

Sheila briga contra fakes

Sheila Lemos (UB), prefeita de Vitória da Conquista, está sendo bombardeada por bolsonaristas e promete ir à Justiça contra um deles, já identificado. O motivo: o tamponamento da marca do governo de Bolsonaro em placas de obras na cidade, por recomendação da Justiça Eleitoral, ou então ela seria multada.

Em nota, Sheila diz que se a pessoa que a atacou antes fizesse uma simples consulta ao Google, veria que errou.

Chapada, o point natural mais conhecido do Brasil

Uma pesquisa do Instituto Semear, entidade que foca a busca de novas oportunidades para universitários, mostrou que a Chapada Diamantina, na Bahia, é o mais conhecido entre 74 complexos naturais do Brasil. O segundo lugar é a Serra da Cantareira, em São Paulo.

A Chapada tem 41.751 km e engloba 24 municípios, é nascente das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. O portal da Chapada é Lençóis, mas tem também o Vale do Capão, em Palmeiras, Mucugê e Andaraí, o conjunto de montanhas com cavernas e lagos, algo único, segundo Ailton Medeiros, guia turístico lá.

— Trabalhar aqui é muito mais que um meio de vida. É um prazer.

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