Bolsonaro joga a última cartada. Agora é só chamar Lula de ladrão

Bolsonaro dá sinais de que já queimou todos os cartuchos e agora apela para algo próximo do desespero

Publicado sábado, 24 de setembro de 2022 às 06:15 h | Autor: Levi Vasconcelos
Nas disputas políticas como são configuradas no Brasil a experiência tem demonstrado que esse discurso é relativo
Nas disputas políticas como são configuradas no Brasil a experiência tem demonstrado que esse discurso é relativo -

Na reta de chegada da campanha 2022 Bolsonaro dá sinais de que já queimou todos os cartuchos e agora apela para algo próximo do desespero, chamar Lula de ladrão ostensivamente, na propaganda política e brigando com a direção do SBT para poder fazer o mesmo no debate que Lula já disse que não vai. 

Ou seja, quer travestir-se de paladino da moralidade de forma raivosa. Cola? Ora bolas, isso no jogo político é recorrente. E no caso específico, a tal moralidade evocada não sai nem de casa.

Sete jornalistas do site Congresso em Foco vasculharam a vida dos 182  deputados e cinco senadores da base do presidente, além de 130 deputados e 12 senadores ligados a Lula. Dos de Bolsonaro, 51 respondem a inquéritos policiais, acusações criminais eleitorais ou por improbidade. Dos de Lula, 22 estão. Entre eles, o senador Flávio Bolsonaro e deputado Eduardo Bolsonaro.

No inverso —Todos se dizem inocentes, claro. Mas se na lógica jurídica todos são inocentes até prova em contrário, no jogo da política é o inverso, todos são culpados até prova em contrário. É aí que está o xis da questão: Bolsonaro quer que esse princípio tenha validade apenas para Lula.

Nas disputas políticas como são configuradas no Brasil a experiência tem demonstrado que esse discurso é relativo, muitas vezes pífio. Ainda ontem em Minas Bolsonaro perguntou ao povo:

— Vocês querem um ladrão na presidência da República!?

Nas redes, a linha é essa.

Magno Malta, o bolsonarista que sobrou em 2018, vai mal

Baiano de Macarani, radicado em Vitória do Espírito Santo, mas figura bastante presente no extremo sul da Bahia, especialmente em Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Itamaraju, Magno Malta (PL), apesar de bolsonarista, perdeu a tentativa de reeleição em 2018 para Fabiano Cantarato (Rede) e não mais acertou o passo.

Embora tenha sido cotado para vice de Bolsonaro, foi alijado do governo, continua bolsonarista e agora tenta voltar ao Senado, mas não tem tido vida fácil. Segundo o Ipec, está atrás nas pesquisas, superado por Rose de Freitas (MDB), que tem 33% contra 27%. 

Na reta de chegada da campanha sofreu novo baque: o STF transformou ele em  réu. Motivo: calúnia e difamação. Disse que o ministro Luis Barroso ‘batia em mulher’. 

Em Poto Seguro virou gozação. Dizem que ele é o bolsonarista que não deu certo.

Piatã, o lugar mais frio

Após o fim do inverno na Bahia, está o registro: Piatã, na Chapada Diamantina, com 2.268 metros acima do nível do mar e tido como o município mais frio do Estado, registrou uma temperatura de 8 graus, com sensação térmica de -1 grau.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é uma das mais baixas já registradas lá, embora segundo os guias no alto da serra é bem mais baixa.

Chocolate vai de vento em popa, com expertise baiana

Marcos Lessa, o baiano que em 2009 criou em Ilhéus, terra dele, o Festival do Chocolate com apenas cinco estandes, está hoje em Belém do Pará pilotando o festival do chocolate de lá.

Mas é muito mais. Lessa consolidou sua expertise país afora e agora também pelo mundo. Já organiza o evento em Linhares (ES), São Paulo, no Porto, em Portugal e no próximo ano também em Gramado (RS). Isso coincide  com o bom momento da produção de chocolate, que segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas, pulou de 332 mil toneladas para 370 mil.

— É a retomada do pós pandemia mais a tomada de consciência de que o chocolate não faz mal como se dizia, ao contrário, faz bem.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Visão de futuro

Essa vem da lavra de Sebastião Nery em 350 Histórias do Folclore Político Brasileiro.

1954. Antonio Balbino ganhou a eleição para governador na disputa contra Pedro Calmon, que tinha o apoio do governador Régis Pacheco.

Antes de deixar o cargo, Régis baixou decreto dando um aumento de 25% para a PM, Alegria geral na tropa, o comandante reuniu a cúpula.

— Temos que fazer uma homenagem a Régis. Ele foi muito generoso.

Começaram as discussões, nome de uma ala na Vila Militar, retrato no Salão Nobre, placa na entrada, até que veio a sugestão acatada, um busto na praça da Vila. 

Coronel Filadelfo Neto pediu a palavra:

— O Régis nos merece muito, mas temos que pensar no futuro. Virão outros governadores e outros aumentos.

Alguém perguntou:

— O senhor tem alguma sugestão, Coronel?

— Tenho. A gente bota um busto com pescoço de rôsca. Em caso de necessidade é só trocar a cabeça.

Gargalhada geral.

Publicações relacionadas