A propaganda eleitoral pegou o pique. Até Bolsonaro virou político

Está tudo indicando que na reta de chegada da campanha Bolsonaro se ajustou

Publicado sexta-feira, 02 de setembro de 2022 às 05:30 h | Autor: Levi Vasconcelos
Lázaro Garcia: toalhas de Bolsonaro e Lula no mix
Lázaro Garcia: toalhas de Bolsonaro e Lula no mix -

Bolsonaro tem feito sucessivos apelos aos seus apoiadores para defender a democracia no 7 de setembro. Com medo de problemas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, onde ocorre o desfile principal, decretou feriado na véspera, uma terça. Um convite para ‘enforcar’ a segunda e ganhar um feriadão.

Está tudo indicando que na reta de chegada da campanha Bolsonaro se ajustou. Ou melhor, resolveu fazer a campanha clássica, como um concorrente político, sem mais ficar parecendo que representava uma ameaça.

Na propaganda eleitoral de ontem, por exemplo, ele ataca o PT, mas numa peça surge uma mulher falando calma e pausada dizendo que ele ‘não dá o peixe, ensina a pescar’.. Em suma, entrou no jogo clássico de prometer o paraíso ou dizer que corre atrás dele também como pai dos pobres, 

Os outros —E foi na briga por tal paternidade que Lula atacou Bolsonaro dizendo que nos governos dele o poder de compra do salário mínimo era bem maior.

Já Ciro Gomes, muito mais ameno, preferiu exibir o sucesso educacional de Sobral, no Ceará, a ponta da cabeça dos avaliados pelo Índice de Desenvolvimento Educacional Ideb) nacional, um exemplo, que deveria ser seguido por todos, falando sério, claro. 

Soraya disse que não vai deixar tchutchuca virar tigrão, Simone Tebet vende esperança e Felipe D’Ávila diz que com ele não vai haver mensalão, petrolão e nem rachadinha. Em síntese, no conjunto, tudo como dantes, ao que parece.

Decisão do TSE acende alerta entre os candidatos baianos

Já era esperado, o TSE detonou a pretensão de Roberto Jefferson, o dono do PTB, de se candidatar à Presidência da República, sob o argumento de que ele, condenado a mais de sete anos de cadeia por conta do Mensalão, está inelegível até 2023. A decisão acendeu a discussão entre os candidatos baianos, onde há 24 candidaturas contestadas entre mais de 800 no país.

A questão é a demora da Justiça em  julgar. Em 2018, por exemplo, Luiz Caetano (PT) se reelegeu deputado federal com 124.647 votos, mas não levou e Isaac Carvalho (PCdoB) teve 100.549, mas não assumiu.

Os dois disputaram as eleições sub-júdice. Os fichas limpas se queixam que mesmo anulando os votos dados aos em situação similar, em muitos casos, quando há a anulação dos votos eles, já se beneficiaram de dinheiro oficial para a campanha.

Pequeno Sales, o dançarino

Eleito em 2020 prefeito de Catu pelo PTB, Nargison Borges de Sales, ou Pequeno Sales, como o chamam, está caindo nas braças  da cúpula da campanha de Jerônimo, a quem ele apoia na disputa do governo.

Pequeno Sales ganha as simpatias da cuca por um detalhe: em toda concentração, quando tocam a música, ele sai dançando.

Aliás, já o chamam também de Prefeito Dançarino.

Nas toalhas estampadas, Lula está vencendo de 30 a 5

Os nordestinos que vendem redes, toalhas e tapetes em carros espalhados por toda a Bahia incluiram no seu mix de ofertas toalhas estanpadas com os desenhos de Lula e Bolsonaro. 

Um deles é Lázaro Garcia da Silva, 37 anos, paraibano de Condado, que leva dois meses para vencer os 911 km de distância de lá até Salvador, claro, parando e vendendo. E quem vende mais?

— A gente vende umas 30 (toalhas) de Lula contra 5 de Bolsonaro. De lá pra cá é assim.

Conta ele que depois da eleição um vai sobrar o que perder. Em outras eleições, é assim, o perdedor ninguém compra. Nestes dias Lázaro está em Valença e região, mas em dezembro zarpa para Ilhéus.

— Aí, já vou sabendo quem ficou.

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