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As múltiplas faces do mieloma

Publicado domingo, 24 de julho de 2022 às 09:19 h | Autor: Elane Varjão | Jornalista | deolhonasaude@grupoatarde.com.br
Médica hematologista Karla Mota
Médica hematologista Karla Mota -

Chegar ao diagnóstico do mieloma múltiplo exige que os médicos sigam uma série de protocolos até que se confirme ou não a doença nos pacientes. Quem explica as múltiplas faces dessa doença é a hematologista Karla Mota. "O mieloma é uma doença que atinge mais a população idosa e, apesar de incomum, não é rara. Entre as doenças malignas, estima-se que entre 7% e 9% sejam de diagnósticos de câncer do sangue. O mieloma múltiplo é o segundo câncer mais comum deste grupo". Uma das primeiras manifestações da doença pode ser a anemia. Mas é importante saber que essa doença pode atingir os rins e causar lesão óssea. A medicina dispõe de drogas eficazes para o combate à doença e, em casos mais graves, há necessidade de um transplante autólogo de medula. O desafio, segundo a médica, é que esses tratamentos efetivos cheguem também a pacientes do SUS.

Médicos de papel

Primeiro foi o caso do médico que estuprou a gestante durante o parto. Depois, um médico que, ao cometer erro, obrigou a paciente a permanecer em leito hospitalar durante 30 dias. É preciso punição célere para esses que são médicos pela simples formalidade do papel do diploma, mas que estão longe da essência da profissão. A medicina acolhe e não violenta.

Hepatites virais

O Julho Amarelo é o mês com uma campanha que busca trazer um alerta à população para a importância do combate às hepatites virais. O hepatologista Raymundo Paraná chama atenção para as doenças do fígado, causadas por vírus classificados pelas letras A, B, C, D e E. As hepatites B e C têm tratamentos disponibilizados pelo SUS.

Falta de medicamentos

Recentemente, o Conselho Federal de Farmácias listou mais de 40 medicamentos em falta, entre eles, dipirona, paracetamol bebê e amoxicilina com clavulanato. A demanda por esses remédios aumentou com o crescimento das doenças respiratórias. Municípios, hospitais e farmácias alertam para a situação, que pode se agravar, caso o Ministério da Saúde não tome as providências necessárias.

Pobreza menstrual

O Governo Federal não cumpre a lei que prevê distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda. Essa situação impacta, inclusive, jovens adolescentes, que deixam de ir à escola por falta do item de higiene básico. A ONU considera o acesso à higiene menstrual como um direito que deve ser tratado no âmbito da saúde pública. Enquanto isso, no Brasil, o Ministério da Saúde segue leniente.

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