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Vendas de seminovos na Bahia crescem 16,3% no trimestre

Estado mantém liderança em vendas do Nordeste, com 98.921 unidades comercializadas

Publicado quarta-feira, 12 de abril de 2023 às 06:30 h | Autor: Núbia Cristina
Bahia aparece seguida de Pernambuco (94.169) e Ceará (86.571)
Bahia aparece seguida de Pernambuco (94.169) e Ceará (86.571) -

As vendas de automóveis seminovos e usados na Bahia no primeiro trimestre deste ano cresceram 16,3% em relação ao mesmo período de 2022. Foram 54.575 unidades vendidas no acumulado do ano, contra 46.933 em janeiro, fevereiro e março do ano passado, de acordo com a Associação dos Revendedores de Veículos Seminovos da Bahia (Assoveba). O segmento de comerciais leves cresceu 3,8%, no trimestre, ao passo que as vendas dos comerciais pesados tiveram alta de 29,1%, no mesmo período. 

Já o crescimento de vendas de automóveis em março, comparando com fevereiro, foi de 41,7%, 22.470 unidades vendidas contra 15.856, em fevereiro. “A Bahia vendeu quase 42 mil auto veículos (41.175) em março deste ano, somando automóveis de passeio, comerciais leves, pesados e motos, um crescimento de 44,4% em relação a fevereiro, que teve Carnaval e é um mês mais curto. O estado continua líder de vendas de seminovos do Nordeste, nunca perdeu essa liderança”, destaca o presidente da Assoveba, Ari Pinheiro. 

Com 98.921 unidades comercializadas no primeiro trimestre do ano, a Bahia manteve a liderança em vendas, seguida de Pernambuco (94.169) e Ceará (86.571).

“O primeiro trimestre foi positivo, mesmo com o fraco desempenho de vendas em fevereiro. Janeiro foi um mês muito bom e março também, aí deu para compensar”, diz Ari Pinheiro. No primeiro trimestre deste ano, somando todos os segmentos, foram vendidas 98.921 unidades no mercado baiano, crescimento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano passado, cujo total vendido foi 84.980. 

“Estamos otimistas em relação ao mês de abril, mas essa alta taxa de juros, que eleva o custo do financiamento, ainda atrapalha. Quanto a isso,  é esperar alguma atitude do governo, no sentido de baixar a taxa de juros”, acrescenta.  

Otimismo

A diretora administrativa do Auto Shopping Itapoan e diretora comercial da Assoveba, Daniela Peres, celebra os bons resultados do primeiro trimestre e se mantém muito otimista. “O mercado está realmente aquecido, apesar das dificuldades, o consumidor está buscando o seminovo. Nós tivemos alguns eventos no trimestre que demonstraram isso”, comenta.

“Eu fiz aqui o Feirão Mega Vendas e faz muito tempo que eu não tinha o shopping tão cheio. Nós tivemos bom fluxo na semana, mas como a chamada do evento era para o sábado, neste dia o Auto Shopping Itapoan ficou lotado e foram vendidos 200 seminovos”, comemora. “Saímos de 26 lojas ocupadas, para 33 e hoje eu tenho lista de espera de lojistas querendo se estabelecer aqui e eu não tenho mais espaço, mesmo com as ampliações que fizemos. Isso é uma demonstração de mercado aquecido”, conclui.

Apesar dos bons ventos, Daniela concorda que a taxa de juros elevada inibe vendas, mas pensa que esse problema pode afetar ainda mais o mercado de novos. “Já que as taxas de juros para novos e seminovos são praticamente as mesmas, o consumidor acaba escolhendo comprar um seminovo, para reduzir o valor a ser financiado”, pondera. “Aqui eu tenho seis financeiras, e elas competem buscando oferecer taxas menores para os clientes. E está chegando um banco digital, o C6 Bank, prometendo taxas mais atrativas, a concorrência vai aumentar, o que é melhor para o consumidor. Então, para nós, a expectativa para os próximos meses é a melhor possível”, finaliza.

Para o empresário Mário Silveira, da Mário Veículos, “melhorou um pouco, face aos eventos de feirões que foram realizados durante o mês de março, mas eu tenho ouvido muitas queixas, e as altas taxas de juros atrapalham. Enquanto elas não descem, “o jeito é reduzir a margem de lucro e dividir o prejuízo com o consumidor”.

Sobre o preço dos seminovos, que ainda continua alto, Silveira acredita que os preços dos veículos acima dos 80,00 mil tendem a cair este ano, “Mas os carros com valor abaixo de 50,00 podem até ter aumento”, comenta. O empresário afirma que não tem sido muito fácil manter os estoques elevados. “Pouca oferta e qualidade a desejar, ao passo que consumidor de seminovo está cada vez mais exigente”. 

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